sábado, 1 de setembro de 2018

Reaproveitando uma malha de aterramento como malha de dessoldagem ("solder wick") - EM ELABORAÇÃO

AGUARDE !  PÁGINA EM ELABORAÇÃO!!!

Em um fim de semana, estava reparando um sintetizador e necessitava dessoldar alguns circuitos integrados. 

Por serem os furos na placa muito estreitos, o soldador não estava conseguindo executar um bom serviço e eu busquei minhas malhas de dessoldagem, popularmente conhecidas como "solder wick", para completar o serviço. No entanto, para minha decepção, lembrei-me que a última do meu estoque havia terminado recentemente!

Como era fim de semana, não havia lojas de eletrônica abertas. Mas lembrei-me que eu tinha alguma malha de aterramento sobrando e resolví reaproveitá-la para fazer uma malha de dessoldagem, embebendo-a em breu dissolvido em álcool!

Aqui estão, inicialmente, algumas fotos do passo-a-passo do processo para fazer a malha. 

O artigo completo será apresentado nos próximos dias, se Deus quiser...

 



Petrópolis, 1º de setembro de 2018

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Acerca de... (ou "o famoso "About"")



Author's photoMeu nome é Miguel Luiz Martins. 

Sou Engenheiro Eletrônico, especialista em Segurança da Informação, tenho MBA em Gerenciamento de Projetos e blá, blá, blá... Blá, blá, blá... Blá, blá, blá...

Ora! Na verdade, nada disso importa! O que importa é que eu sou um aficionado pela Eletrônica, em especial por circuitos para Música Eletrônica, Eletromedicina e IoT, entre vários outros, e também me interesso demais pelos temas relacionados à reciclagem e desenvolvimento sustentável! Afinal, estes tópicos me acompanham desde criança! 

Quer saber por quê?

Quando era garoto, em meu armário eu tinha uma gaveta onde guardava um estojo de primeiros-socorros, remédios, gaze, esparadrapo, bulas, etc, que usava para fazer curativos em mim, nos meus irmãos, na empregada... Enfim, em quem precisasse... Afinal, eu pensava em ser médico, como meu pai e, com outros três irmãos e uma irmã, sempre havia alguém precisando de um Band-aid e um pouco de Merthiolate por ralar o braço ou o joelho, nas correrias e brincadeiras que fazíamos. 

E no mesmo armário, na gaveta de baixo daquela, eu guardava pilhas, fios, motorzinhos à pilhas e peças velhas de eletrônica, que me eram dadas pelo Sr. Edmundo Gall, o técnico sempre amistoso e solícito (a quem faço aqui minha pequena homenagem), que periodicamente vinha reparar nossa "vitrola" com amplificador valvulado, ou nossa velha TV em preto-e-branco. 

Electronics course from "Círculo Familiar" advertised in an old magazineQuando tinha cerca de 9 ou 10 anos de idade, num programa de televisão de um dos melhores apresentadores de televisão que o Brasil já teve, J. Silvestre (creio que o programa se chamava "O Céu é o Limite"), havia a propaganda de um curso de "Técnico em Rádio, TV e Transístores" do Círculo Familiar, que, segundo dizia o apresentador: "eu recomendo, porque é o melhor!" 

Como comecei a me interessar cada vez mais por aquelas peças velhas da vitrola que me deixava o Sr. Gall, querendo entender como elas faziam funcionar os aparelhos eletrônicos, pensei em fazer aquele curso por correspondência e aprender mais à respeito. É, pessoal... Naquela época, sem Altavista, Yahoo, Google ou YouTube, o ensino à distância (EAD) era por correspondência - você esperava para receber as apostilas, estudava, fazia um exame e o enviava de volta por correio, esperando mais algumas semanas para receber a correção da sua prova e chegar mais um novo exame...

Comecei a trabalhar às tardes, depois do colégio, como "office boy" em uma clínica perto de onde morávamos, atendendo a porta, atendendo o telefone, indo fazer pagamentos e, com o dinheirinho que ganhava, pagava as mensalidades do curso (naquela época, a garotada podia trabalhar depois de estudar - não havia um Estatuto como o ECA de hoje, que pode ter trazido algum benefício, mas pelo qual se proíbe a garotada de trabalhar e adquirir responsabilidade, porem não dá importância nenhuma a que eles fiquem vadiando ou sendo aliciados para outras coisas piores). 

Occidental Schools Electronics course, advertised in an old magazineNem todos os meses dava para pagar uma mensalidade, assim, eu juntava o pagamento de dois ou três meses e pagava outra mensalidade quando podia. O curso foi-se esticando, esticando e eu ia arrancando a foto da carteirinha de estudante, para usá-la novamente como foto da carteira do ano seguinte, para não ter que tirar novas fotos 2 x 2 (pois eram mais caras que as 3 x 4, naquela época). E assim fui levando, até ir quase até o final do curso, quando, infelizmente, o mesmo faliu! Acabei por iniciar outro, desta vez da "Occidental Schools", com apostilas mais bem acabadas e melhor material, porém mais caro. Já viu, né?  Mais tempo para conseguir terminá-lo... 

Enquanto ficava na mesa da entrada na portaria da clínica, esperando alguém tocar a campainha ou que tocasse o telefone, eu devorava aquelas apostilas, inicialmente de folhas grampeadas à mão, com desenhos rústicos, e, mais tarde, as outras apostilas melhor desenhadas e já com fotos, do segundo curso, buscando entender os "mistérios" da eletrônica! Todos lá sabiam que se alguém tivesse um rádio velho, gravadores quebrados ou outra trapizonga qualquer, poderiam doá-los àquele garoto, que ele logo ia desmontá-los e fazer algo diferente com eles! Resultado: tudo sobre medicina que havia naquela gaveta do meu armário acabou sendo retirado, cedendo lugar a placas de circuitos, componentes, fios, caixas de charuto furadas e modificadas para servir de estojo ou gabinete para os meus circuitos... Mas continuei com a ideia de fazer, futuramente, dispositivos eletrônicos que pudessem auxiliar a meu próprio pai e outras pessoas, na Medicina, algo que também me interessava por unir aquelas duas áreas que tanto me interessavam... Para minha infelicidade, meu pai acabou morrendo cedo e não chegou a ver muitas da coisas que fiz. 

Mais ou menos por aquela época, começaram a surgir no Brasil discos de vinil (LP) de Rock Progressivo: Pink Floyd, Emerson, Lake and Palmer, Yes, Rick Wakeman, Triumvirat, Tangerine Dream, Kraftwerk... Uau! Aquele garoto, então, ficou louco: queria montar os circuitos para fazer aqueles novos e misteriosos sons! Foi a época de começar mais seriamente a fazer amplificadores, luzes estroboscópicas para festas, pedais e captadores para guitarras, efeitos sonoros... Muitos circuitos foram montados, copiando-se circuitos das revistas de eletrônica que havia na época, como Saber Eletrônica, onde encontrávamos inúmeros projetos do mestre Newton C. Braga; as diversas revistas de outro grande mestre, Apollon Fanzeres, com circuitos de Eletromedicina que não se encontravam em nenhum outro lugar; os circuitos de áudio e música eletrônica do mestre Cláudio César Dias Baptista na Nova Eletrônica, além de revistas importadas do calibre da Radio Electronics (editada pelo visionário Hugo Gernsback), Electronics Today InternationalElektorNuova Elettronica ou Electronique Pratique.

Correspondence courses and College ID cardsE além de montar, também fuçava, experimentava, criava alguma coisa. Mas já ia lá no intimo, aquela vontade de não só copiar, montar e experimentar, mas de aprender também a projetar integralmente aqueles circuitos. Logo, a decisão de cursar Engenharia Eletrônica foi somente a consequência lógica. 

E é dessa época, também, as visitas a ferros-velhos para buscar placas de sucata de circuitos de fotocopiadoras quebradas, mainframes sucateados, etc, para conseguir componentes para montar pedais de guitarra, órgãos eletrônicos, sintetizadores, alarmes... Nos ferros-velhos, placas com componentes de altíssima qualidade eram jogadas na lama ou ficavam empilhadas no fundo do quintal, enquanto que os donos dos mesmos pensavam somente em reaproveitar o ferro, o latão e o alumínio dos gabinetes daquelas máquinas, para serem enviados às fundições. 

An old Bull mainframe computer printed circuit board, with germanium transistors Minha versão modificada do "Sintetizador CCDB", publicado pelo mestre Cláudio César Dias Baptista na saudosa revista "Nova Eletrônica", foi inteiramente construída com componentes de sucata de placas de máquinas da Xerox e de computadores IBM e Bull! Transistores de germânio de placas SMS e SLT de computadores antigos da IBM e de computadores Bull também foram usados em pedais de distorção e outros efeitos, para guitarras.

Trabalhei mais tarde, nos anos '80 e início dos '90, como engenheiro em uma grande empresa de computadores. Quando a empresa passou por um período de crise, além de corte de pessoal, ela também começou a se desfazer de ativos-fixos, equipamentos usados, material de estoque, entre outras coisas. Consegui comprar (para tristeza de minha ex-espôsa, que reclamava daquela tralha toda), um osciloscópio Tektronix 485, um multímetro Keithley de bancada, um variac e 3 analisadores lógicos (Gould Biomation e Arium) (que foram oferecidos à venda para funcionários, internamente, antes que fossem oferecidos externamente para sucata), para compor parte do meu laboratório. 

Tektronix 485 - a 350 MHz analog oscilloscope
Equipamentos antigos, porém de excelente qualidade, que, de outra forma, iriam ser prensados e sucateados! E, tendo visto o letreiro de um caminhão que levou uma partida de material diverso, quando estava saindo de regresso à casa, consegui encontrar depois o ferro-velho onde componentes eletrônicos foram vendidos para quebra, mas vários ainda puderam ser encontrados inteiros pelo chão e em algumas caçambas e acabei comprando-os para meus projetinhos (novamente, para tristeza e incompreensão por parte da minha ex, que não entendia para que eu queria aquele monte de tralha...)! 

"Reduce, Reuse, Recycle!" Reaproveitando e reutilizando componentes de aparelhos em desuso ou mesmo de sucata, muitos novos aparelhos, dispositivos e circuitos podem ser construídos! Pode-se aproveitar uma parte de um aparelho para reparar ou para se fazer algo novo. Peças de impressora laser ou jato de tinta podem servir para uma mini-CNC ou para uma impressora 3D. A bobina desmagnetizadora de uma TV a cinescópio pode ser remodelada para se fazer bobinas para um detetor de metais. O circuito de áudio de um gravador "boom-box" pode se recuperado e se transformar em um amplificador de bancada. Um quadro de avisos de acrílico jogado fora de um curso de inglês pode ser remodelado como um invólucro para um mini-painel solar, que alimentará uma bateria e fitas de LEDs para iluminação. Uma caixa plástica de caneta ou de escova de dentes pode ser reutilizada como caixa para um injetor de sinais. A lente de TV de projeção pode ser reutilizada em uma lanterna com LED de 100W. Um disco rígido (HDD) pode ter seus ímas reutilizados em um gerador eólico e seu "voice coil" pode ser usado para efeitos visuais com laser. O laser de um DVD player velho pode retornar à vida como um marcador numa mini-CNC. Ou seja, pode-se dar outro uso a esse material todo, aumentando o tempo de uso de seus componentes e reduzindo a poluição por metais e materiais que, de outra forma iriam acabar como lixo tecnológico nos lixões ou ferros-velhos, ajudando-se, desta forma, a minimizar o seu impacto no meio ambiente. E esse conceito pode ser utilizado não só com a Eletrônica, mas também para diversas outras coisas e diversas outras atividades.

Assim, podemos não só "Reduzir, Reutilizar e Reciclar", mas também Reparar, Refazer, Reformar, Recuperar, Reconstruir, Restaurar, Revisar, Rever, Remover, Remodelar, Reproduzir, Repensar, Readequar, Reajustar, Recomendar, Recompor, Reconfigurar... Enfim... Re-tudo! 



Re-tudo... Este é, basicamente, o objetivo principal deste nosso blog! 


Petrópolis, 31 de agosto de 2018.



Reaproveitando uma malha de aterramento como malha de dessoldagem ("solder wick") - EM ELABORAÇÃO

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